Tipos de luto: como entender, acolher e atravessar esse momento

16 de setembro, 2026

por Vitória Frederico

O luto faz parte da experiência humana, ele pode surgir diante da morte de alguém querido, diante de outras perdas importantes, como o fim de um relacionamento, uma mudança significativa, a perda da saúde ou de um projeto de vida.



Conhecer os tipos de luto ajuda a compreender que não existe uma única maneira de sofrer. Cada pessoa reage de uma forma, no seu próprio tempo, e precisa encontrar espaço para sentir, elaborar e, aos poucos, reconstruir a vida.



O que é o luto e quando ele acontece?



O luto é uma resposta emocional, psicológica e até física diante de uma perda significativa. Quando falamos sobre luto, é comum pensarmos imediatamente na morte de alguém próximo, mas ele pode estar presente em diferentes momentos de transformação.



Tristeza, saudade, raiva, culpa, medo, confusão e sensação de vazio podem aparecer. Algumas pessoas choram muito, outras sentem dificuldade para demonstrar o que estão vivendo. Não existe uma reação correta. Por isso, entender os tipos de luto também significa reconhecer que cada história é única.



Quais são os tipos de luto e seus estágios?



Os chamados estágios do luto ficaram conhecidos principalmente a partir do trabalho da psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, que descreveu em sua obra “Sobre a Morte e o Morrer”, os cinco estados frequentemente associados à experiência de perda: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.



É importante, porém, não interpretar essas fases do luto como uma sequência obrigatória. Nem todas as pessoas passam por todas elas e não necessariamente acontecem nessa ordem. O luto não é uma linha reta, um dia pode trazer uma sensação de maior tranquilidade e, no seguinte, uma lembrança pode fazer a saudade voltar com intensidade.


quais são os tipos de luto

Conhecer os diferentes tipos de luto pode ajudar a diminuir a sensação de que existe algo “errado” com quem está sofrendo.



Como lidar com o luto?



Não existe uma fórmula para como lidar com essa situação, independente do tipo de luto, mas algumas atitudes podem ajudar durante o processo.



Permita-se sentir: tentar esconder constantemente a tristeza ou agir como se nada tivesse acontecido pode tornar a elaboração da perda ainda mais difícil.



Rotina: também é importante manter, na medida do possível, uma rotina básica de alimentação, sono e cuidados pessoais. 



Rede de apoio: ter pessoas de confiança, seja família ou amigos por perto pode fazer a diferença, mesmo quando não há palavras capazes de diminuir a dor, é importante estar com pessoas que possam te acolher.



Falar sobre: conversar com amigos, família ou um profissional da saúde mental sobre a pessoa que partiu, guardar lembranças, participar de uma cerimônia de despedida ou criar novos rituais de memória também pode ajudar a dar significado à ausência.



Pedir ajuda profissional não significa fraqueza. Psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde podem oferecer suporte quando o sofrimento se torna difícil de elaborar sozinho.



Planejamento também é uma forma de cuidado



Falar sobre perdas nunca é simples, mas pensar antecipadamente sobre questões relacionadas a uma despedida pode evitar que a família precise tomar decisões importantes em meio à dor. É uma forma de organizar o futuro e cuidar de quem ficará.



O Plano Funeral com Rede de Benefícios da Aliança Unipax pode oferecer suporte justamente quando a família mais precisa, ajudando a reduzir burocracias e preocupações em um momento delicado.



Saiba mais sobre Planejamento Familiar em nosso artigo sobre o tema. 



Não é possível se preparar emocionalmente para deixar de sentir a dor de uma perda. Mas é possível organizar alguns aspectos práticos. Conversar com a família sobre desejos e escolhas, conhecer as possibilidades de despedida e planejar serviços funerários antecipadamente são formas de deixar orientações claras.



Quando o luto precisa de atenção?



O sofrimento faz parte do luto, mas alguns sinais indicam que pode ser importante buscar ajuda profissional: sofrimento muito intenso e persistente, isolamento completo, dificuldade prolongada para realizar atividades básicas, desesperança ou pensamentos relacionados à própria morte.



No contexto do Setembro Amarelo, falar sobre saúde emocional também significa lembrar que ninguém precisa enfrentar uma dor sozinho. O CVV – Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional gratuito, sigiloso e voluntário pelo telefone 188, 24 horas por dia, todos os dias. O atendimento também está disponível por chat e e-mail.



Em situações de emergência ou risco imediato, procure um serviço de urgência ou acione o SAMU pelo 192. O Ministério da Saúde também orienta buscar CAPS, Unidades Básicas de Saúde, UPAs, prontos-socorros e hospitais.



Cuidar também é estar presente



Não existe uma maneira única de viver o luto. Existem histórias, vínculos, lembranças e pessoas diferentes e conhecer os tipos de luto é uma forma de compreender melhor quem sofre. Oferecer escuta, presença e acolhimento pode ser uma das formas mais importantes de cuidado.



Na Aliança Unipax, acreditamos que cuidar também significa pensar antes, orientar e estar ao lado das famílias nos momentos em que elas mais precisam. Porque planejamento é amor e cuidado também é uma forma de dizer: “você não está sozinho.”



Se você deseja saber mais sobre nossos Planos e a nossa Rede de Benefícios para a sua família, entre em contato com a nossa equipe.


setembro amarelo

 

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