Paternidade: desafios, direitos e a importância da presença paterna

5 de agosto, 2026

por Vitória Frederico

A paternidade vai muito além do momento em que um filho nasce, ser pai é construir vínculos, oferecer cuidado, participar das decisões e compartilhar responsabilidades desde a gestação. Cada vez mais, especialistas reforçam que a presença paterna faz diferença no desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças, além de fortalecer toda a estrutura familiar.



Ao mesmo tempo, o Brasil ainda enfrenta desafios importantes relacionados à ausência paterna, ao reconhecimento de filhos e às políticas de apoio aos pais. Entender esse cenário ajuda a refletir sobre o verdadeiro significado da paternidade e sobre como o planejamento familiar pode contribuir para um futuro mais seguro e consciente.



O que é paternidade e quando ela realmente começa?



Muitas pessoas acreditam que a paternidade começa apenas no nascimento do bebê, mas ela se inicia muito antes.



Desde a descoberta da gravidez, o futuro pai deve participar das consultas médicas, acompanhar exames, ajudar nas decisões sobre o parto, preparar a chegada do bebê e oferecer suporte emocional à gestante. Essa presença fortalece a mãe, reduz a sobrecarga física e emocional e favorece a criação de vínculos ainda durante a gestação.



Os primeiros meses costumam despertar sentimentos como alegria, ansiedade, medo e insegurança. Afinal, além da responsabilidade financeira, existe o desafio de aprender uma nova rotina, adaptar o tempo e desenvolver uma relação afetiva com o filho.



Hoje, o modelo de paternidade tem evoluído, muitos homens deixaram de ocupar apenas o papel ultrapassado de “provedor” para participar ativamente dos cuidados diários, da educação e da construção emocional dos filhos.



Os desafios de ser pai na atualidade



Apesar das mudanças culturais, ainda existem estereótipos que dificultam o envolvimento paterno. Em muitas famílias permanece a ideia de que determinadas tarefas, como trocar fraldas, acompanhar consultas ou cuidar da rotina escolar, são responsabilidades exclusivas da mãe. 



No entanto, estudos mostram que crianças que convivem com figuras paternas presentes tendem a desenvolver maior autoestima, autonomia, segurança emocional e facilidade para estabelecer relações saudáveis ao longo da vida.



A paternidade também exige equilíbrio entre carreira, vida pessoal e familiar, tornando o compartilhamento das responsabilidades muito mais importante. Assim, ambos cuidadores conseguem ter equilíbrio nas tarefas diárias de cuidado e vida particular.



A ausência paterna ainda é uma realidade no Brasil



Embora o conceito de paternidade esteja mudando, milhões de crianças brasileiras ainda crescem sem o reconhecimento oficial do pai.



Segundo dados do Portal da Transparência do Registro Civil, desde 2016 mais de 1,7 milhão de crianças foram registradas apenas com o nome da mãe. Somente em 2025, aproximadamente 174 mil recém-nascidos, mais de 6% dos nascimentos registrados no país, não tiveram o nome do pai incluído na certidão.



Essa ausência gera impactos que vão além da documentação. Sem o reconhecimento paterno, a criança pode perder direitos relacionados à pensão alimentícia, herança e benefícios previdenciários. Além disso, especialistas apontam que a falta dessa referência pode influenciar a construção da identidade, da autoestima e da sensação de pertencimento durante o desenvolvimento.



Nos últimos anos, o processo de reconhecimento também ficou mais simples. A plataforma digital do Registro Civil permite iniciar o pedido de reconhecimento de forma online, reduzindo burocracias e facilitando o acesso das famílias ao serviço.



A paternidade solo existe?



Quando se fala em famílias monoparentais, normalmente a imagem associada é a da mãe solo, visto que, com base em dados do IBGE, hoje são mais de 41 milhões de domicílios que têm mulheres como principais provedoras. No entanto, o número de pais solo também aparece no Brasil, dados apontam que, para cada pai solo, existem cerca de seis mães criando os filhos sozinhas. Homens assumem essa criação por viuvez, abandono ou disputas judiciais.



Apesar disso, muitos pais ainda enfrentam preconceitos. Existe o estereótipo de que homens não sabem cuidar dos filhos sozinhos ou que exercem apenas um papel secundário na criação. Na realidade, muitos pais assumem integralmente responsabilidades relacionadas à educação, alimentação, saúde, rotina escolar e desenvolvimento emocional das crianças.



Licença paternidade: como funciona no Brasil?



A licença paternidade é um direito garantido aos trabalhadores formais para que possam acompanhar os primeiros dias de vida do filho ou o processo de adoção. Atualmente, pela CLT, o período padrão é de 5 dias corridos, contados a partir do primeiro dia útil após o nascimento ou adoção.



Empresas participantes do Programa Empresa Cidadã podem ampliar esse prazo para 20 dias, desde que o benefício seja solicitado conforme as regras do programa. Uma atualização legislativa que prevê uma ampliação gradual da licença padrão a partir de 2027, reforçando a importância da participação paterna desde os primeiros dias de vida da criança.



Quando comparado a outras nações, o período de licença paternidade no Brasil ainda é considerado reduzido.





Esse cenário demonstra uma tendência mundial de incentivar uma participação mais ativa do pai desde o nascimento, reconhecendo que os primeiros vínculos familiares influenciam diretamente o desenvolvimento infantil.



Planejamento familiar também faz parte da paternidade



A chegada de um filho muda completamente a rotina da família, por isso, investir em planejamento familiar significa organizar aspectos financeiros, emocionais e estruturais antes mesmo do nascimento.



Esse planejamento inclui conversar sobre responsabilidades, preparar o orçamento, organizar a rede de apoio e definir estratégias para garantir segurança durante todas as fases da criação dos filhos.



Se você deseja entender melhor esse processo, leia também nosso artigo sobre Planejamento Familiar e descubra como pequenas decisões feitas hoje podem proporcionar mais tranquilidade para toda a família no futuro.



Cuidar da família também é um ato de paternidade



Ser pai é estar presente nos grandes acontecimentos e também nos cuidados do dia a dia. Além do planejamento, contar com uma rede de apoio faz toda a diferença. O Plano Funerário da Aliança Unipax oferece uma ampla Rede de Benefícios, com descontos em consultas médicas, exames, clínicas, farmácias, laboratórios, academias, instituições de ensino e diversos outros serviços que acompanham a família em diferentes momentos da vida.



A paternidade é construída diariamente por meio da presença, do cuidado e da responsabilidade. E quando existe apoio para cuidar da saúde, do bem-estar e da tranquilidade da família, esse caminho pode ser vivido com ainda mais segurança. Entre em contato com a nossa equipe e conheça mais detalhes sobre nossos Planos. 





 

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