Cremação: tudo o que você precisa saber sobre o processo, custos e destino
A despedida de um ente querido é um dos momentos mais delicados da vida. E, nesse cenário, muitas famílias têm buscado alternativas que unam respeito, praticidade e até sustentabilidade. Uma dessas opções é a cremação, que a cada ano ganha mais adeptos no Brasil.
Mas afinal, o que é a cremação? Como funciona o processo? Quais religiões aceitam essa prática? É realmente mais cara que o sepultamento tradicional? Neste artigo, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o tema e mostrar por que essa escolha vem se popularizando.
O que é a cremação?
Consiste em um processo funerário em que o corpo é reduzido a cinzas por meio da exposição a altas temperaturas em fornos especialmente projetados para esse fim. É uma alternativa ao sepultamento tradicional em jazigos ou cemitérios e pode ser realizada logo após o falecimento ou depois de anos, quando a família opta por cremar restos mortais já sepultados.
As cinzas resultantes ficam acondicionadas em urnas e podem ser guardadas pela família, depositadas em columbários ou, em alguns casos, espalhadas em lugares de valor afetivo.
Como surgiu a prática da cremação?
É uma prática muito antiga, datada de milhares de anos. Registros históricos apontam que ela era comum em civilizações como os gregos e romanos, além de ter forte presença em culturas orientais, como a hindu.
Durante muito tempo, a prática foi menos difundida no Ocidente por motivos religiosos e culturais. No entanto, no século XIX, com o avanço da ciência e da medicina, a Cremação voltou a ser discutida como alternativa mais ecológica, principalmente em cidades com problemas de espaço em cemitérios, questões de saúde pública e por ser uma solução mais sustentável".
No Brasil, só foi regulamentada em 1973, com o Decreto nº 5.197, que definiu as regras para a realização desse procedimento. Desde então, a prática vem crescendo de forma gradual, especialmente nos grandes centros urbanos.
Quanto custa a Cremação?
Uma das principais dúvidas das famílias é em relação ao custo. Em comparação com o sepultamento tradicional, a Cremação pode até parecer mais cara em um primeiro momento. Os valores variam conforme a cidade, o crematório e os serviços inclusos, como cerimônia, urnas personalizadas ou despedidas especiais.
No entanto, quando analisamos o longo prazo, a Cremação tende a ser mais econômica porque é um custo único, sem despesas futuras, principalmente quando a família deseja dar outro destino às cinzas. Já o sepultamento exige gastos contínuos com a manutenção de jazigos, taxas de cemitérios e renovações periódicas.
Além disso, empresas especializadas, como a Aliança Unipax, oferecem planos funerários acessíveis que contam com a possibilidade de incluir a apólice de cremação no plano existente, um modelo transferível e acessível, ou comprar de forma particular. Saiba o que mais está incluso em um Plano Funerário.
Quais religiões aceitam a Cremação?
A aceitação da prática varia conforme a tradição religiosa, mas de forma geral, todas são adeptas com algumas flexibilizações e condições individuais. Conheça algumas delas:
- Catolicismo: em 1963, através do papa Paulo VI, o Vaticano reconheceu a Cremação como um ritual válido de despedida, de acordo com o código do Direito Canônico. As cinzas devem permanecer em um local sagrado como cemitério ou columbário e não devem ser espalhadas ou divididas entre familiares.
- Protestantismo e evangélicos: Alguns evangélicos, influenciados por tradições mais antigas do Velho Testamento, ainda preferem o sepultamento tradicional como forma de honrar o corpo. Embora a cremação não seja uma proibição doutrinária, ainda não é muito comum entre os praticantes.
- Espiritismo: a Cremação é perfeitamente aceita e não existem argumentos contrários, a não ser apenas que haja um intervalo de 72 horas entre a morte e o início do processo. Essa orientação se baseia na crença de que o espírito pode manter uma ligação com o corpo após a morte, por até esse período.
- Budismo: acreditam que o fogo funciona como um elemento purificador, ajudando o falecido a se desapegar dos restos materiais e partir para uma nova dimensão. Muito mais importante que a carne, é manter o falecido vivo na memória.
- Judaísmo e islamismo: em linhas gerais, não recomendam a prática, pois valorizam o sepultamento tradicional.
É importante que a família considere as crenças pessoais e o desejo do falecido ao optar pela Cremação.
Como funciona o processo?
O processo de Cremação segue etapas específicas:
- Documentação legal: é necessário apresentar atestado de óbito, autorização da família e, em alguns casos, autorização judicial.
- Preparação do corpo: o corpo é preparado com técnicas de conservação e colocado em um caixão próprio para Cremação.
- Cerimônia de despedida: muitas famílias optam por realizar uma cerimônia antes, semelhante a um velório tradicional.
- Cremação: o corpo é levado ao forno crematório, que atinge temperaturas entre 800ºC e 1.200ºC. O processo dura de 2 a 3 horas.
- Entrega das cinzas: as cinzas são entregues à família em uma urna, que pode ser personalizada.
Leis e regulamentação da Cremação no Brasil
No Brasil, a Cremação é regulamentada pelo Decreto nº 5.197, de 1973, que estabeleceu as regras para sua realização. Para que o processo aconteça, é necessário cumprir alguns requisitos legais.
Entre eles, estão:
- Atestado de óbito emitido por um médico.
- Autorização da família do falecido, ou, em casos de morte suspeita ou não natural, também a autorização judicial.
Em muitas cidades, recomenda-se que o falecido tenha deixado em vida uma declaração por escrito, registrada em cartório, manifestando o desejo de ser cremado, o que evita dúvidas ou divergências entre os familiares.
Essas exigências têm como objetivo garantir a legalidade e a segurança do processo, além de assegurar que a Cremação respeite tanto a vontade da pessoa falecida quanto a decisão da família. É fundamental contar com uma empresa funerária de confiança para auxiliar em toda a documentação e burocracia, tornando esse momento menos desgastante.

Por que a Cremação está se popularizando?
Vários fatores explicam o crescimento dessa prática:
Sustentabilidade: a Cremação ocupa menos espaço que os cemitérios e é vista como mais ecológica.
Praticidade: elimina a necessidade de manutenção de jazigos e visitas obrigatórias a cemitérios.
Custo-benefício: apesar de um valor inicial, a longo prazo tende a ser mais econômica.
Flexibilidade: as cinzas podem ser guardadas, espalhadas em locais simbólicos, plantadas ou até transformadas em jóias memoriais.
Mudança cultural: cada vez mais famílias buscam formas personalizadas e menos burocráticas de despedida.
Cremação no Brasil: dados e tendências
Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 56% dos americanos que morrem são cremados. Em países da Europa como a França, esse índice chega a ultrapassar 68%. No Japão o número é ainda mais surpreendente, chegando a 98% dos mortos cremados.
No Brasil, estamos caminhando para um aumento gradual nessa modalidade chegando a 9% atualmente.
Aspecto emocional e simbólico da cremação
Mais do que um procedimento prático, a Cremação também carrega um profundo simbolismo emocional. Para muitas famílias, esse processo representa libertação, continuidade e transformação.
A possibilidade de guardar as cinzas em urnas personalizadas, plantar junto a uma árvore ou mesmo espalhar em locais de valor afetivo permite que o adeus seja mais íntimo e conectado à história de vida do ente querido. Em algumas culturas, o fogo simboliza purificação e transição, o que traz ainda mais significado ao ritual.
Além disso, essa tem se mostrado uma escolha que alivia parte da carga emocional com o conforto em poder manter a lembrança viva de forma simbólica, sem a obrigatoriedade de visitas a cemitérios ou manutenção de jazigos.
Cada despedida pode ser moldada de acordo com os valores e desejos individuais, tornando esse momento mais personalizado e respeitoso.
Principais dúvidas sobre Cremação
1. Preciso decidir em vida?
Não necessariamente. A família pode optar pela Cremação, desde que haja autorização legal. No entanto, deixar esse desejo registrado em vida evita dúvidas e conflitos.
2. Posso cremar os restos mortais já sepultados?
Sim, é possível realizar a exumação e depois a cremação, desde que cumpridos os trâmites legais.
3. O que fazer com as cinzas?
As cinzas podem ser guardadas em urnas, colocadas em columbários (estruturas próprias nos cemitérios), levadas para casa, colocadas em urnas ecológicas que permitem serem plantadas junto com uma muda de árvore, ou espalhadas em locais significativos, sempre respeitando a legislação.
4. Existe contraindicação?
Não há contraindicação médica. O que pode limitar a cremação são apenas questões legais ou religiosas.
5. Preciso escolher entre a cremação e a cerimônia de despedida?
Não. Ao contrário do que é disseminado, a cremação não é algo “distante” ou “impessoal”. Também é possível fazer uma cerimônia de despedida respeitosa e personalizada de acordo com as crenças e preferências da família, assim como seria feito em um sepultamento.
Segurança e acolhimento no processo com Aliança Unipax
A cremação é uma prática cada vez mais presente no Brasil, por unir respeito, sustentabilidade, flexibilidade e praticidade. Ao conhecer melhor o processo, custos, tradições religiosas e vantagens, fica mais fácil tomar uma decisão consciente e alinhada aos valores da sua família.
A Aliança Unipax entende que cada despedida é única e deve ser feita com dignidade, respeito e acolhimento. Por isso, contamos com crematório próprio, equipado com tecnologia avançada, segurança em todo o processo e a possibilidade de cerimônias personalizadas.
Além disso, nossos planos contam com a adição do serviço de cremação sem burocracia, garantindo mais tranquilidade para a família em um momento delicado. Cuidamos de toda a parte que envolve autarquia e traslado para que isso não seja um estresse para a família em um momento tão delicado.
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